Ilha de Santiago


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Considerado o berço da nacionalidade, Santiago é a maior ilha do arquipélago com 991 Km2. Primeira ilha a ser povoada, teve como capital Ribeira Grande, actual Cidade Velha.

IlhaSantiago

Considerada hoje a cidade mais antiga do País, tem uma longa e curiosa história, aliada à sua enorme importância geoestratégica. Centro alfandegário de navios, que transportavam escravos da costa africana para o resto do Mundo, e primeiro centro urbano europeu nos trópicos, sempre lhe foram invejadas as suas riquezas. Tal facto é comprovado pela construção, nos finais do Séc. XVI, da fortaleza de S. Filipe que, com a sua posição sobranceira, defendia a cidade dos constantes ataques de navios piratas, entre os quais se destacam os comandados por Francis Drake e J. Cassard. Estes constantes ataques, a par de outros, como foi o caso da intentona levada a cabo por partidários do Prior do Crato em guerra de sucessão ao trono de Portugal, fizeram com que a cidade fosse alvo de constantes pilhagens, que levaram à sua transferência, em 1772, para a actual cidade da Praia, capital do país.

CidadeVelha

Actualmente, a Cidade Velha é um monumento histórico. Passagem obrigatória de qualquer visitante, é lá que se encontram conservadas as marcas dos primeiros portugueses que chegaram a esta paragem. Não resta muito do seu passado glorioso, com excepção da Igreja de Nossa Senhora do Rosário que, apesar dos seus quase cinco séculos, está ainda razoavelmente conservada, com os seus túmulos e azulejos.

A Fortaleza, construída com pedra vinda de Portugal, tem uma vista única e, em dias de boa visibilidade, pode dali avistar-se ao longe a ilha do Fogo. O Pelourinho, datado do séc. XVI e de estilo manuelino, continua intacto a lembrar os tempos em que os escravos ali eram publicamente punidos. O vale que desagua na cidade é rico em vegetação, com destaque para os coqueiros e embondeiros imponentes...

 

     

Outro dos locais de interesse é a Cidade da Praia, capital do país e centro administrativo e comercial de Cabo Verde. Aí se encontram os traços mais marcantes da influência proveniente do continente africano. A cidade tem o seu coração na Praça 12 de Março. Este é um dos locais mais típicos e ponto de encontro dos naturais. Ao fim da tarde, as pessoas convivem nos  bares e nas esplanadas. Enquadrando esta praça situa-se a Igreja Matriz e o Banco de Cabo Verde.

ConventoFrancisco

Santiago sofreu em maior escala a assimilação das influências do continente africano, traduzida nas diferentes manifestações culturais, desde a música e dos costumes à própria gastronomia.

A cidade da Praia oferece vários sortilégios de destaque, como o mercado de Sucupira, tipicamente africano, onde se encontra de tudo um pouco. A Avenida Amílcar Cabral, principal artéria do Platô, ladeada pelas mais importantes casas comerciais e empresas, bem como por jardins e esplanadas, onde se pode matar a sede, merece uma visita que pode anteceder um agradável passeio às belas praias de Quebra Canela, Prainha, Gamboa (onde se realiza um dos dois festivais anuais de música da ilha) e Mulher Branca.

A vida e o calor humano estão sempre presentes nesta cidade, onde se sublinha igualmente uma agitada vida nocturna. Dotada de bons restaurantes, aconselha-se como aperitivo ao sono uma passagem pelas animadas discotecas com um ambiente próprio e tipicamente africano.

BaiaCoral

Explorando o resto da ilha e tomando o itinerário do interior, encontramos à saída da Cidade da Praia São Domingos, tido como um dos vales mais ricos e verdejantes de Santiago. Ali se encontra o Centro de Apoio à Produção Popular, onde os visitantes têm à disposição recordações diversas bem características de Cabo Verde.

Em direcção ao Norte da ilha são motivos de contemplação as inúmeras encostas montanhosas culminadas por picos de formas peculiares e vales profundos onde a vegetação é, por vezes, abundante. São Jorge de Órgãos é, neste contexto, um local onde o encanto paisagístico e o sossego da densa vegetação encontra o seu expoente máximo. Aqui pode encontrar-se o único Jardim Botânico do país, com uma exuberante vegetação que povoa o sopé da elevação montanhosa mais conhecida e alta da ilha: o Pico da Antónia.

Mais a Norte encontramos a cidade de Assomada, situada a 64 Km da Cidade da Praia, importante pólo comercial, onde se pode fruir uma atmosfera peculiar, num misto de urbe e campo. Muito conhecido e afamado é o seu mercado, onde a variedade de produtos agrícolas e artigos diversos lhe confere o título de um dos mais importantes centros de trocas comerciais da ilha, pois para ali se dirigem habitantes de todo o planalto, para comprar e vender de tudo. Aqui pode-se também visitar o Museu da Tabanka Ao chegarmos ao Norte, já galgada a serra da Malagueta, chegamos ao Tarrafal. A sua baía, com uma praia fabulosa, de areias finas e brancas, água tépida e cristalina e vastas sombras de coqueiros, é um importante local turístico e piscatório.

     

A vila, com razoável alojamento e oferta de restaurantes, convida a um passeio em que se destaca a Praça Central, em cujo topo se situa a Igreja. Igualmente conhecido por estas paragens é o antigo campo de concentração de presos políticos da era colonial. Actualmente o conjunto de edifícios está sem utilização, à excepção de salas aproveitadas para ensino básico, aguardando restauro e aproveitamento já em fase de projecto. Foi construído no exterior um pequeno museu em que se expõem a história deste presídio.

O caminho de regresso à cidade da Praia pode ser feito pelo litoral nordeste da ilha, que nos desvenda uma paisagem diferente mas igualmente admirável. Constantes são as pequenas baías e enseadas, que ladeiam a estrada com pequenos areais desertos, de areia negra, servindo de descanso a pequenos botes de pesca. Frequentes são também as zonas de cultivo em pequenas ribeiras que se espraiam até ao mar.

     

Perto desta zona encontram-se também algumas povoações de Rabelados, comunidades de camponeses insubmissos, isoladas da sociedade caboverdiana e do próprio mundo em geral. Apesar de cristãos, não aceitam os princípios da própria religião, após a chegada de novos sacerdotes com batina branca, no séc. XX.

Ao longo dos tempos foram perseguidos tanto pela Igreja Católica como pelo governo colonial que os consideravam revoltosos. Alguns dos seus chefes chegaram mesmo a ser aprisionados e exilados noutras ilhas. Após a independência de Cabo Verde, esta comunidade acreditou nos ventos de mudança mas durante pouco tempo.

Ao perderem novamente as esperanças nas novas políticas, fecharam-se uma vez mais e voltaram as costas ao mundo. Actualmente, assiste-se a uma certa abertura e alguns dos seus membros procuram uma integração na sociedade, mantendo contudo intocáveis alguns dos seus mais profundos valores.

   

Em Santa Cruz, vale verdejante e grande, é irresistível uma paragem para admirar a beleza de extensas plantações de bananeiras, coqueiros, papaieiras, logo seguidas de uma garganta. Mais gratificante é o passeio pela estrada rasgada através da plantação: um autêntico sonho! Não muito longe da cidade da Praia (a 16 Km), encontra-se a praia de S. Francisco, local de eleição para um relaxante banho de mar, numa paisagem onde o tempo parou, até porque o acesso não é cómodo, através da única estrada, que parte da Praia na sua direcção.

A oferta hoteleira não é muito abundante, mas permite assim mesmo algumas opções. Para um ambiente citadino, a Cidade da Praia oferece o movimento próprio de uma metrópole africana. S. Jorge dos Órgãos oferece a calma de uma localização única: vegetação densa e isolamento que convidam ao relaxe. O Tarrafal, à beira-mar plantado, é ideal para gozar todos os sortilégios do sol e da praia.