Ilha de S. Vicente


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Com uma superfície de 227 Km2, S. Vicente é uma ilha com características muito próprias que convida ao lazer e às famosas noites caboverdianas.

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O facto da ilha de S. Vicente ter sido povoada só nos finais do séc. XVIII (1794-1850), três séculos após a sua descoberta, não impediu o grande crescimento populacional. Associada à abertura dos portos das províncias ultramarinas à navegação estrangeira e consequente instalação das companhias inglesas de carvão, a ilha começou a deter uma grande concentração do poder económico.
A capital é a cidade do Mindelo, elevada a essa categoria a 14 de Abril de 1879, orgulhosa da sua linda baía de águas transparentes e famosa pelo grandioso Porto Grande, que tanto marcou a história da navegação em Cabo Verde. O desenvolvimento da cidade do Mindelo fez-se a par de duas grandes influências, a colonial portuguesa e a britânica, denunciadas ao virar de cada esquina na arquitectura dos seus belos edifícios. Com maior destaque, salientam-se alguns monumentos do século passado, como o Palácio do Povo, a Câmara Municipal e outros que pedem um olhar atento.

   

 

A Pracinha da Igreja foi o local berço da cidade. A partir dela foram construídas as primeiras casas e traçadas as primeiras ruas. Na Avenida Marginal encontramos uma réplica da famosa Torre de Belém de Lisboa.
Visitando o Fortim do Rei, a construção mais antiga existente no Mindelo e datando de 1852, o visitante gozará uma soberba vista panorâmica da cidade, por se situar no seu ponto mais alto. O ex-libris, o imponente Monte-Cara que se avista da baía, é também identificador de toda a ilha, e não é mais do que uma elevação montanhosa cujo perfil visto de determinado ângulo é similar ao da cara de uma pessoa. Também muito famoso e de visita obrigatória é o Centro Nacional de Artesanato, um museu vivo que encerra toda a cultura artesanal de Cabo Verde desde os tempos mais remotos.
Em todo o arquipélago é o único sítio instituído como guardião dos riquíssimos testemunhos da arte caboverdiana, desde a olaria à tapeçaria à pintura, etc. A sua dinâmica é de tal modo grande que, sob a sua alçada, jovens ou qualquer pessoa interessada podem benificiar de formação específica para desenvolverem e não deixarem morrer o património artesanal do país.
Cidade de poetas e artistas, o Mindelo é porém famoso e conhecido por algo que muito dificilmente sai da memória de quem o visita. O ritmo das suas noites quentes é algo de único em todo o arquipélago. O luar transforma-se em Sol e as ruas da cidade enchem-se de gente como se de uma festa constante se tratasse. Os jantares ao som de mornas tocadas por mágicos violões e vozes penetrantes sugerem-nos um aperitivo ao desfrute das inúmeras discotecas de timbre africano existentes. Ir a Cabo Verde sem sentir as noites quentes do Mindelo é como ir a Roma sem ver o Papa.
A poucos quilómetros desta cidade e em direcção ao norte podemos encontrar diversas praias que fazem o deleite de quem queira repousar da agitação das noites passadas. A Baía das Gatas espera o turista com a sua praia de um mar calmo e cristalino e com a sua enorme piscina natural. É nesta localidade que todos os anos se efectua um famoso e grande festival de música mobilizando pessoas de todas as ilhas e de vários países estrangeiros. Em contraste, e um pouco ao lado, a praia de S. Pedro, com o mar mais vivo, oferece óptimas condições para a prática de windsurf em velocidade. Assim também a praia de Tupim, infelizmente de difícil acesso, é associada à prática do Surf. Para não falar da reconquistada praia da Lajinha, na própria cidade do Mindelo. Um passeio à praia do Calhau proporciona bons banhos de mar e oportunidade de boas pescarias.